Sem exceção, todos nós estamos a enfrentar enfermidades, doenças, enfraquecimento e, por fim, a morte. Não importa quem você seja: rico ou pobre, Presidente ou zelador, celebridade mundial ou anônimo. Um dia você vai compartilhar da mesma sentença de obituário a todos: “Aqui jaz!” Entretanto, antes damos o último suspiro, precisamos lidar com fraquezas, sejam elas de natureza física, emocional, profissional ou espiritual. A forma como reagimos em tempos de fraqueza revela nosso caráter e freqüentemente serve para moldar nossa vida.
Um dos meus amigos mais queridos, um jovem fazendeiro alemão, possuía uma visão de vida muito particular e inovadora. Anos atrás, ele e sua adorável esposa sueca, cuidavam de uma propriedade rural e centenas de acres, quando a poliomielite o colocou em um pulmão de aço. Aparentemente as esperanças deles haviam morrido juntamente com o diagnóstico de paralisia e debilidade muscular.
Meu amigo, porém, recusou-se a ser “derrubado”. Sua esposa passou a administrar a fazenda com mão de obra assalariada, enquanto ele iniciava um longo e difícil programa de restauração da parte superior do tronco, já que a inferior estava inutilizada. Uma empresa de equipamentos agrícolas projetou um trator para ele operar sem o uso das pernas. A pólio podia ter afetado seu corpo, mas não incapacitara seu coração, nem sua vontade de viver, ou sua disposição alegre e seu sempre presente sorriso. Sua vigorosa fé em Jesus Cristo não era um meio para escapar da vontade de Deus, mas sim o modo de ver que Sua vontade se realizaria.
A desvantagem dele transformou-se em seu púlpito. Ele deve ter lido o artigo de uma revista intitulado, “Transforme sua dificuldade em recursos”, porque com certeza ele viveu segundo este princípio. O artigo sabiamente dizia: “Freqüentemente as doenças e dificuldades geram energias que a saúde possivelmente não poderia gerar”.
Épocas difíceis podem nos ajudar a lembrar da nossa finitude.
Épocas difíceis podem nos ajudar a pensar mais seriamente em Deus.
Épocas difíceis podem amolecer nosso coração, tornando-o mais sensível.
Épocas difíceis podem nos tornar humildes.
Épocas difíceis são um bom teste para nossa fé.
Pensando assim, o apóstolo Paulo escreveu: “...Recebi a dádiva da incapacitação a fim de me manter em contato constante com as minhas limitações. O mensageiro de Satanás fez o que pôde para derrubar, mas na verdade só conseguiu fazer-me ficar de joelhos. Assim não existe perigo da altivez! Três vezes roguei ao Senhor que o afastasse de mim, mas Ele me disse: “A minha graça e suficiente, é tudo que você precisa; Minha força opera na sua fraqueza”. Ao ouvir isso, alegrei-me com minhas fraquezas. Deixei de me concentrar na incapacitação e passei a apreciar a dádiva. Agora, aceito as limitações com bom ânimo – limitações que me fizeram morrer para as prisões, injúrias, necessidades, oposições, insultos. Eu apenas deixo Cristo assumir o controle! E quando mais fraco sou, mais forte me torno” (2 Coríntios 12.7-10 – tradução livre).
Não se apavore quando a dificuldade ou a fraqueza vierem – busque o Senhor. Ele ouve, ele vê, ele age.
II Re20.5: Volta, e dize a Ezequias, capitão do meu povo: Assim diz o Senhor, o Deus de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; eis que eu te sararei; ao terceiro dia subirás à casa do Senhor.
E quando sua fraqueza vier à tona, lembre-se que Deus ainda assim usa vice. Experimente depender totalmente da força, poder e bondade de Deus a cada passo do caminho. Busque refúgio em sua palavra, pois em suas fiéis promessas, alcançará conforto e força pra lutar.
Lamentações de Jeremias 3.22-23: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; Novas são a cada manhã; grande é a tua fidelidade.
Salmo 31.19: Oh! Quão grande é a tua bondade, que guardaste para os que te temem, a qual na presença dos filhos dos homens preparaste para aqueles que em ti se refugiam!
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