Por Augusto Cury (em o Código da Inteligência)
O medo de correr riscos bloqueia a inventividade, a liberdade, a ousadia. Há inúmeras pessoas que travaram sua inteligência e enterraram seus projetos de vida pelo medo de correr riscos. Não são conformistas nem cotidianistas, eles almejam escalar seus alvos, mas não ousam. Procuram transformar seus sonhos em realidade, mas se inquietam com os riscos da jornada.
Reconhecem suas fragilidades, assumem suas limitações, mas não ultrapassam suas fronteiras, não decifram o código do anônimo, de fazer da sua agenda um cativeiro de aventuras.
É preciso entender que é necessário correr riscos para transformar seus projetos em realidade: a existência é um contrato de risco. Por mais cuidados que se tenha, diariamente inúmeros riscos nos rondam.
Risco de enfartar, de se acidentar, de ter crises financeiras, de ser assaltado, de cair um avião em nossa cabeça, de tropeçar na calçada, de quebrar ossos praticando esportes, de ser decepcionado pelo cônjuge ou namorado (a), de ser frustrado pelos filhos, de ser traído pelos amigos, de ter inimigos sem motivo algum, de não preencher as expectativas dos outros, de ter reações incoerentes.
Eliminar todos os riscos da humanidade geraria pessoas autoritárias, individualistas, ensimesmadas, agressivas, deprimidas, entediadas. O risco implode nosso orgulho, esfacela nosso egocentrismo, nos une, nos estimula a criar laços e experimentar a difícil arte de depender dos outros.
Sem riscos, a pisique não teria poesia, criatividade, intuiçõa, inspiração, coragem, determinação, espírito empreendedor, necessidade de conquista. Sem riscos não conheceríamos o sabor das derrotas nem o paladar das vitórias, pois elas seriam um destino inevitável não fruto de batalhas. Sem riscos não erraríamos, nem choraríamos, não teríamos necessidade da humildade em nosso cardápio intelectual.
"Quem triunfa sem risco, sobe no pódio sem glória."
(Augusto Cury, em Nunca Desista de Seus Sonhos)
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