Um filósofo afirmou certa vez: "O poder corrompe e poder absoluto corrompe absolutamente." Quando você está numa posição de liderança, é muito fácil ser seduzido pelo poder que se tem nas mãos. Isso porque é o patrão, o chefe o “number one”. Porém, se não souber manejar o poder que tem em suas mãos, certamente que um palco já estará sendo montado para a exibição de uma queda pessoal. Estará criando uma barreira entre você e sua equipe e também estará se colocando num pedestal que certamente lhe poderá conduzir a uma grande queda. Uma das coisas mais difíceis nesta vida é a demonstração do exercício do poder combinado com a presença de genuína humildade.
Provérbios 16.32 diz: “Melhor é o que [...] controla o seu ânimo do que aquele que toma uma cidade.” Mas como manter o nosso ego sob controle? Abaixo, algumas sugestões.
1. Conscientize-se dos perigos de um ego descontrolado. Se a sua resposta for "Sim" a algumas dessas perguntas, então é possível que o seu ego precisa de ajustes.
( )Sua equipe tem receio de lhe confrontar mesmo quando você está errado? ( )Sua equipe se acovarda em sua presença? ( )Você gosta de provar quão poderoso, inteligente ou impressionante é? ( ) Você se ira, levanta a sua voz quando outras pessoas questionam e desafiam as suas idéias?
2. Compreenda que o seu sucesso depende do esforço das outras pessoas. Você pode achar que é a estrela do time, mas sem o time a sua estrela não poderá ter um grande brilho. Os seus sonhos só se tornarão realidade se outras pessoas tiverem interesse e habilidade em ajudá-lo. Encoraje e aprecie o seu pessoal e eles estarão com você ombro a ombro.
3. Remova expressões egoísticas do seu vocabulário. Corte ao máximo pronunciamentos dizendo "Eu" se focalize no "Nós."
4. Ouça mais. Use as idéias e sugestões das outras pessoas. Permita que elas se expressem e lhe digam o que estão pensando. Reconheça e aprecie o valor das idéias delas. Esta simples estratégia não apenas irá ajudá-lo a cuidar do seu ego, mas também lhe trará informações preciosas na direção do seu objetivo.
5. Estude as melhores "atitudes de equilíbrio" que possa encontrar. Observe a liderança e o estilo de pessoas em sua profissão, que tem tido a habilidade de equilibrar poder com humildade. Imite-os. Rejeite os modelos negativos. Aqueles cujos egos são maiores do que a sala onde estão alojados.
6. Coloque a sua estatura em uma perspectiva apropriada. Examine o mapa mundial. Existem atualmente mais de cinco bilhões de pessoas vivendo no globo terrestre. Quantos destes conhecem o seu nome? Dessas pessoas quantas terão apenas coisas positivas a dizer a seu respeito?
7. Identifique os suas motivações. Muitas pessoas que gostam de trombetear as suas realizações assim o fazem com base na sua própria insegurança. Outros o fazem com inveja das outras pessoas. Seja qual for a razão, se um ego inflado está criando dificuldades para o seu negócio, então dê uma boa examinada em você mesmo, talvez até mesmo com a ajuda e supervisão de um profissional.
8. Quando ofender alguém, peça desculpas. Um pedido de desculpas é uma faca amolada de ambos os lados e todos os dois lados cortam em seu favor: Ao se desculpar você estará mandando uma mensagem pública de humildade. Ao se desculpar você estará se elevando diante dos olhos das pessoas com quem está se desculpando.
9. Torne-se um líder servo. Vá para a cozinha no próximo almoço da sua empresa. Faça um café para a sua secretária. Pergunte aos seus funcionários o que eles precisam a fim de serem bem sucedidos e não se esqueça jamais do princípio que não pode ser esquecido: "A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda. Melhor é ser humilde de espírito com os humildes do que repartir o despojo com os soberbos." Provérbios 16:18-19.
No começo, tais atitudes podem parecer artificiais, mas, pouco a pouco, com a ajuda de Deus, elas podem começar a fazer parte do seu modo natural de agir.
Miquéias 6.8: Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor requer de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus?
Adaptado do texto de Nélio DaSilva


